Mitologia Negra: Os Pilotos de Tuskegee ("The Tuskegee Airmen")

Os "Pilotos de Tuskegee" ("Tuskegee Airmen") era o nome popular dos primeiros pilotos negros militares das forças armadas americanas, que voaram com distinção durante a Segunda Guerra Mundial como o 332º Grupo de Caça do Corpo Aéreo do Exército dos EUA, mas apesar disso enfrentaram um inimigo muito pior, dentro da sua própia pátria: o preconceito! Antes dos Pilotos de Tuskegee, nenhum piloto militar negro tinha servido nos Estados Unidos. Porém, uma série de movimentos legislativos no Congresso dos Estados Unidos em 1941 forçou o corpo aéreo do exército americano a formar uma unidade de combate composta só de afro-americanos, mesmo contra a vontade do Departamento de Guerra. Em um esforço para eliminar a unidade antes que pudesse começar, o Departamento de Guerra configurou um sistema de exigências extremamente rígidas para aceitar só os candidatos que tivessem um nível de experiência de vôo ou ensino superior que o DG esperava seria difícil de ser atendido encher. Esta política foi um tiro no pé do DG pois foram recebidas numerosas solicitações de homens que se qualificaram até mesmo dentro destas restrições. Um fato que ajudou muito os pilotos de  Tuskegee foi a então primeira dama, Eleano Roosevelt, ter feito questão de voar com um piloto negro, no caso Charles Alfred Anderson, o primeiro piloto negro a ganhar sua licença, tendo sido classificado em 1º lugar no Programa de formação de piloto civil, em 1939. A primeira dama usou fotos e imagens do seu vôo para a prublicidade em prol dos pilotos negros de  Tuskegee. Em 2 de setembro de 1941 o então Capitão Benjamim Davis Jr. Tornou-se o primeiro oficial negro do exercito dos EUA a pilotar um avião de combate. Dos 13 primeiros alunos de Tuskegee, o capitão Davis e mais quatro pilotos ganharam suas asas em março de 1942. A instrução primaria era feita normalmente no biplano Stearman PT 17 fora da cidade de Tuskegee. O treino básico acontecia no Vultee BT 13A e o avançado no AT-6, ambos em Tuskegee e ministrado por instrutores brancos. Os treinos de tiro real eram feitos na base aérea do exercito de Eglin, Florida, com aviões AT-6. depois da formatura em Tuskegee e já familiarizado com o Curtiss P-40, os Pilotos recebiam instruções de vôo acrobático e em formação em Selfridge Field, Michigan. Como escolta de bombardeiros pesados, o 332º gerou um registro de combate impressionante. Segundo notícias, o Luftwaffe premiou os pilotos com o apelido de "Schwarze Vogelmenschen" ou "homem-pássaro negro". Os Aliados os chamaram de pilotos da cauda vermelha ou "anjos da cauda vermelha", "Airmen "Redtails" ou "Redtail Angels" por causa da pintura  vermelha na "cauda" ou estabilizador de suas aeronave. 


Os "Anjos da cauda vermelha"


Por sua eficiência e ferocidade, muitos grupos de bombardeiro pediam que os Redtails os escoltassem quando possíveis, poucos membros das tripulações de bombardeiros sabiam na ocasião que os "Redtails" eram negros. Ao final da guerra, os Pilotos de Tuskegee tinham uma folha de combate exemplar. O 332º executou 15.553 ataques e cumpriu 1.578 missões, incluindo 6.000 do 99 anteriores a Julho de 1944, foram 111 aeronaves inimigas abatidas no ar, 150 aeronaves inimigas destruídas em terra, 950 vagões, caminhões e outros veículos motorizados destruídos, 1 Destróier afundado pelo fogo das metralhadoras do P-47 do Tenente Pierson.
"Prova de fogo" (1995)
O filme "Prova de fogo" ("The Tuskegge airmen"), de 1995, conta a história destes bravos guerreiros.
Obama homenageia os ex pilotos

Em 2009, Tuskegee Airmen, esquadrão de aviadores negros que lutaram com honra e coragem na Segunda Guerra Mundial foram homenageados na cerimônia de posse do Presidente Barack Obama.



Aguardem: Em janeiro de 2012 o estúdio de Gorge Lucas, o "Lucas Film" estará lançando um novo film sobre esses heróis intitulado "Red tails"("Caudas Vermelhas"), o qual mostramos o trailer aqui em 1ª mã0!

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